Dia Mundial de Combate ao Especismo

25 de agosto, dia mundial de luta contra o especismo.

O especismo é o termo empregado na literatura filosófica para designar o tratamento injustificável, sob o ponto de vista moral, que produz dor e sofrimento aos animais não-humanos. Logo, entende-se por especismo uma forma de conceituar e denunciar o preconceito e discriminação baseados na categoria de espécie. Afinal, por qual razão a espécie seria o critério determinante sobre a qual deveríamos definir a importância da vida de alguém? Por qual razão seria a espécie a categoria que qualificaria uma vida como matável ou não matável?

Por essa razão, no dia 25 de agosto o mundo inteiro se reúne para denunciar a ideologia que naturalizou a violência praticada diariamente contra os animais não-humanos, seja na industria de alimentos, cosméticos, entretenimento, experimentação cientifica etc., fazendo perpetuar uma lógica de dominação absoluta contra todos aqueles que são capazes de experimentar a dor, sofrimento, prazer e felicidade, assim como nós.

Nesta data, o LEA se une a todas as pessoas que lutam contra as práticas cotidianas, estruturais e institucionais que violentam, maltratam, exploram e matam os animais não-humanos. O LEA se une às vozes contra o especismo, na mesma medida e intensidade que se junta às lutas e movimentos contra o racismo, classismo, sexismo, LGBTIfobia e todas as demais marcações sociais de preconceito e discrminação que reproduzem opressões e hierarquias injustificáveis, ética e politicamente.

O LEA, no dia mundial de combate ao especismo, propõe um veganismo crítico-interseccional que reflita de forma criativa e ecológica caminhos possíveis para uma vida não-violenta. Se permitir ouvir as vozes e gritos dos animais integra nosso projeto e ação de justiça que, para além de mercantilização das vidas (humana, não-humana e da natureza) e do esvaziamento da bio-diversidade, busca uma práxis contra hegemônica que passe por todas as dimensões do cotidiano, inclusive nossos hábitos alimentares. Afinal, o veganismo como alternativa não é um estilo de vida, mas uma Teoria da Justiça que destaca a importância de sairmos da alienação imposta pelo capitalismo e de nos emanciparmos: todas, todes e todos, animais humanos e não-humanos.